Ela é como um anjo, seu olhar acalma, sua voz trás paz. Ela é bela, é doce, é intensa. Ás vezes menina mimada, as vezes mulher maravilha. Ela é frágil e adora sonhar, constrói castelos mas se esquece da força dos ventos. Ela é sensível e quando ama abraça a dor do mundo inteiro. Não deves amar com amor, ama sem amor, ama sem querer, ama sem sentir, ama como se fosse outra, como se fosse amar, sem esperar. Espera que o amor te leva a sorrir, assim como te faz chorar, à algum destino ele te leva, espera que o vento leva. Durante as noites ela transborda oceanos inteiros, tens medo. Renuncia tuas mágoas pequena! Não deixe que as dores lhe impeçam de chegar as estrelas. Todas as coisas bonitas do mundo esperam por você, o amor espera por você. Deixe que as manhãs voltem e traga o clarão. Jogue seus cabelos ao vento, feche os olhos e voa para longe, não se esqueça das poças, do som das ondas, do pôr-do-sol. Você nasceu para viver um conto de fadas, não se contente com retalhos. Não chores pelo amanhã, o amanhã é incerto, o caminho é longo, tu és de todos os caminhos, de tudo que é infinito. Estenda seus olhos para a vida e veja o que há de melhor. Olhe pela janela, está vendo aquele mundo la fora? Ele é todo seu. (diariodabarbie)

— Porque choras, menina?
— Não estou chorando.
— O que estas fazendo, então?
— Estou transbordando.
— Transbordando? — Olhou-a curioso.
— Pessoas são como copos; vão acumulando tristeza, dor, saudade, mágoa… E uma hora ou outra, transbordam.

so beautiful Amber Heard <3

Sempre quiz ser o tipo de mulher forte, imperfurável, inatingível, inaudível, indestrutível … o tipo de mulher segura de si mesma, dona do próprio destino, que age de forma sensata e que não se deixa levar por um “eu te amo” vindo do primeiro babaca que vê pela frente. Mas nunca consegui ser assim. Sou o tipo de mulher que acredita nos romances de novela, nas frases clichês, num jantar a luz de velas, no cinema de sábado a noite e nas tardes de domingo fazendo amor. Sou o tipo de mulher que não pensa duas vezes antes de se entregar, que sempre coloca os pés pelas mãos, que liga no dia seguinte, que faz planos, se apaixona, sofre e senta no chão do banheiro pensando em todas as formas prováveis de conseguir odiá-lo. Mas não consegue. Porque é fraca demais. Porque perdoa, porque acredita no mais uma vez, no para sempre, no ele voltará. E se ele não volta, eu sofro, escrevo um texto enorme sobre ele, faço chantagem, e se perguntarem se estou bem eu respondo que não, e não será segredo para ninguém que estou sofrendo. E continuo acreditando, amando e sabendo que vou chorar muitas vezes. (diariodabarbie)

Ei Zé, hoje eu acordei tão amarga, parecia tudo tão igual, indiferente e vazio. Me peguei definhando em lembranças, em mágoas… Sabe Zé, durande o dia inúmeras vezes eu toquei no telefone para ligar para ele, sim eu fiz isso! Acredite, eu jurei a mim mesma que não lhe procuraria mais, mas não pude evitar. Fui fraca! Ah Zé, quantas vezes eu neguei a mim mesma essa saudade, quantas vezes neguei amá-lo, quantas vezes tentei apagá-lo de mim. Mas não pude evitar Zé! Aquela agonia que a sua ausênica provocava me consumia, queria saber como ele estava, se estava bem sem mim, se sentia minha falta como eu sentia a dele, queria saber se estava comendo direitinho, dormindo na hora certa, se fechava as janelas antes de sair… qualquer coisa me bastava, eu só queria ouvir sua voz. […] O telefone tocou algumas vezes, mas ninguém atendia, então rapidamente eu deliguei. Tive medo! Sim Zé, tive muito medo! Pensei em milhões de coisas ao mesmo tempo e eu só precisei fechar os olhos e voar para bem longe. Ai Zé, como eu fui Tola! Fui tola porque por alguns segundos eu acreditei que ele poderia me atender, acreditei que ele ficaria feliz em falar comigo novamente e que depois de tanto tempo ainda me amava, que ainda pensava em mim. Eu sou uma tola! E junto com aquela ligação, foram-se todos os cacos do meu coração que restavam dentro de mim e ainda lhe pertenciam. Eu revivi todas as nossas memórias e sorri, perdi o chão. É esse amor que ainda me causa náuseas Zé, me da tonturas. E de vez enquando ele volta Zé, volta para me assombrar e fazer perder toda a sanidade que ainda me resta, que vem bagunçando tudo o que planejei, desconcertando-me e me tirando de tudo que é real, que me faz perder a cabeça. […] Ah Zé, com eu o amo! (diariodabarbie)

Eu não tinha muito a oferecer, eu sei… Mas tudo o que eu tinha, era seu.
~ Caio Fernando Abreu (via facinghell)  (via diariodabarbie)